9 de dez. de 2014

Vida engarrafada - Música

Download Mp3 Grátis: http://goo.gl/fL2SB6

Mora na cidade grande
e todo dia ele vê gente, gente, gente, gente
Procura a felicidade
em qual fila isso vende, vende, vende, vende?

Anda no seu carro novo
financiado e alienado
mas logo na primeira rua
o trânsito fica parado
Veloz que nem tartaruga
ele vive engarrafado
Na avenida há fumaça
no cruzamento gente abandonada

mora na cidade grande...

Tenta outra solução
mas o metrô está sempre lotado
Passa o dia "emparedado"
pensa que ainda vai morrer sentado
Não sente o vento e nem a chuva
só poluição e ar condicionado
Dizem que é uma pessoa livre
mas sem direito a banho de sol

Mora na cidade grande
e todo dia ele vê gente, gente, gente, gente...

E lá no seu trabalho
onde cumpre fielmente o horário
tem chefe inteligente, boa gente
mas também tem chefe que é demente
surtado, louco, incoerente
que adora "pisar" em gente
Esquecem que além da profissão
No seu peito bate sempre um coração

mora na cidade grande...

E quando chega em casa
querendo descansar
o telefone toca pra avisar
que o cartão ele tem que pagar
O banco bonzinho pra emprestar
fica malvado quando é pra cobrar
não quer saber, logo ameaça
que vai sujar o seu nome na praça

Mora na cidade grande
e todo dia ele vê gente, gente, gente, gente...

E se liga a televisão
parece até um flime de ação
Tiros no morro, assaltos, caveirão
motoqueiros caídos no chão
efeito estufa e alagação
carros batidos, quanta emoção!
Meu Deus é muita confusão
isso que chamam civilização!

Arranjos e Produção musical: David Pasqua
Interpretação: Sérgio Taboada
Guitarra: Guto Visciano
Contrabaixo: Rodrigo Viturino
Bateria: Lello Araújo
Backing Vocals: Helloá Holanda
Sax alto: Luiz Fernando
Trompete: David Barbosa
Trombone: Adriano Salomé



DESAFIO CULTURAL DESSA MÚSICA. Relacione os locais, elementos humanos e personagens do vídeo "Vida Engarrafada" e concorra a um 1 (hum) Smartphone Samsung Galaxy S5 Branco, SM-G900M, SKU: SGG900BCO, Android 4.4, 4G, Processador Quad-Core 2.5 Ghz, Câmera de 16MP e Memória Interna de 16 GB.
Regulamento no site www.fastfoodsolidaotelevisao.com.br

1 de out. de 2014

Nós, escravos de nós!

A humanidade vive uma escravidão sistêmica e em rede. Se tornou escrava de si mesma. Escrava dos seus dilemas, dos seus conceitos, do seu cotidiano, das suas ideologias, das suas religiões, do capital, dos seus sistemas de trabalho e suas jornadas, da sua organização social, do seu trânsito, das suas regras, fanatismos, consumismo...

A solução? A busca da liberdade através da educação para o amor, para a compaixão, a relação com a natureza, com os bichos, consigo mesma.

E essa liberdade só virá com o despertar da alma de cada um. Com o contágio dos bons sentimentos e a procura da felicidade nas coisas mais simples ou talvez mais espetaculares como um céu todo estrelado nos dizendo que admirar o infinito é a nossa sina.

17 de set. de 2014

A melhor música do mundo???

Passei a vida ouvindo que temos a melhor música do mundo. Bom, se tínhamos estamos acabando com ela. Apesar de que acho um certo exagero essas histórias de melhor isso, melhor aquilo... 
Talvez nunca tenhamos ouvido e tocado por aqui a melhor música do planeta. Apenas uma música diferente e cativante.
Tá bom, nós temos samba, bossa nova, mpb, forró, xote, lambada, axé, funk.
Mas os gringos, só pra ficar nos nossos tradicionais adversários, que alguns permanecem achando que são inimigos, têm o rock, o jazz, o blues, o rap, a música pop...
Aliás, eles nem têm. Eles apenas criaram e como gostam de vender tudo o que criam...
Na verdade adoram ver seus ritmos influenciando a cultura de outros povos. Em contrapartida são antropofágicos com sofreguidão.
De resto a "melhor música do mundo" está morrendo por aqui, perdida em mentes "loucas" e esquecidas. Pisoteadas, abandonadas, ignoradas.


27 de ago. de 2014

Bolo de laranja


Além de música, faço bolo de laranja (rs). Peguei esta receita numa pequena revista lá se vão uns oito anos. Alterei um pouco quantidade de ingredientes, procurando equilibrar sabores, textura... Faço um pouco no liquidificador, mas deixo a massa mais densa e aí não tem jeito, precisa-se terminar no modo tradicional, na mão. Bom, já ouvi algumas frases exageradas sobre a guloseima. Talvez fosse a fome ou memórias da infância, mas foram ditas. Veja algumas:
"É o melhor bolo de laranja que já comi na minha vida"
(Esse pode não ter tido sorte com bolos de laranja..)
"Tenho que admitir, ganhou do bolo de laranja da minha mãe"
(Será que ela cozinhava tão bem???)
"Puxa, o que tem esse bolo?" - a pessoa que falou isso não conseguia parar de comer... ( Aqui tá claro um sintoma de fome! rs)
De qualquer forma ou forma o bolo não faz vergonha.
Vamos! Faça você também! É fácil. Não precisa ser "Mestre Cuca" ou Chef de Cozinha. Basta querer interagir com familiares, amigos ou colegas de trabalho. Vale a pena demonstrar carinho, respeito e amizade com um bolo assim. rs

Ingredientes:

3 ovos
1 copo grande de óleo de soja, girassol ou canola.
1 laranja
2 xícaras de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo (às vezes coloco acrescento mais um pouco)
1 colher de sopa de fermento em pó

Para a calda:

Suco de quatro laranjas
3 colheres de açúcar

Modo de preparo: Bata os ovos, o óleo e a laranja com a metade da casca e sem as sementes no liquidificador. Num recipiente misture o trigo, açúcar e o fermento em pó. Aos poucos adicione essa mistura no liquidificador enquanto ele ainda está em funcionamento. A massa vai ficando grossa, então você coloca numa vasilha, adiciona o resto da mistura com o trigo e termina na mão. Numa forma com furo no meio e untada com margarina e trigo coloque a mistura e asse em forno pré-aquecido (aprox. 210º). Enquanto isso faça a calda misturando o açúcar e o suco de laranja numa panela em fogo alto até que fiquem bem homogêneos. Com o bolo ainda morno desenforme e o cubra com a calda.

14 de ago. de 2014

O vento no facebook

o vento  sopra
e eu descubro
braços, pernas, rosto

quando entra pelo nariz
garganta, pulmão
entranhas

quando é calmaria
sussurra ao meu ouvido
e eu penso

frio
fala-me da solidão
gelada

Morno
me traz o calor
do sol

quando é brisa
canta para que eu durma
ao relento

Se é tempestade
eu sinto o medo da sorte
da morte

O vento...

merece uma foto no facebook
eu amo o vento!
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20 de dez. de 2011

...almas

Além de roupas novas
cargos garbosos
e conta no banco
deveríamos ter almas


Nem precisaríamos de nomes

11 de out. de 2011

medo


eu não tenho medo do vento
eu não tenho medo da rua
eu não tenho medo do sol
eu não tenho medo da lua
eu não tenho medo da vida
eu não tenho medo da sorte
eu não tenho medo do tempo
eu não tenho medo da morte
eu não tenho medo dos homens
eu não tenho medo dos bichos
eu não tenho medo da liberdade
eu não tenho medo das ditaduras
eu não tenho medo do nada
eu não tenho medo de tudo
eu não tenho medo do escuro
eu não tenho medo da luz
eu não tenho medo de mim
eu não tenho medo de você
eu não tenho medo de satanás
eu não tenho medo de Deus
eu não tenho medo de caminhar
eu não tenho medo de correr
eu não tenho medo de sorrir
eu não tenho medo de cantar
eu não tenho medo de pensar
eu não tenho medo de escutar
eu não tenho medo de falar
eu não tenho medo de sonhar


os meus medos
tento escondê-los de mim
são muitos

13 de set. de 2011

não vou colocar nome neste texto porque ninguém conversa usando título na fala e isto aqui pra mim, embora escrito, é uma espécie de conversa à distância. Outra coisa: também não terá revisão, pois da mesma forma, ninguém conversa e depois faz revisão. Imaginem o seguinte diálogo:
__Oi meu amigo....bla, bla, bla... --- agora espera um pouco que vou revisar. Veja bem.. no lugar de "oi meu amigo," ouça-se: "olá, amigo meu... ( rss)
Pois bem...fazem algumas semanas que lancei a ideia de "doar poemas ao mundo." Uma ideia megalomaníaca, concordo, daquelas que dificilmente dão certo, mas são divertidas. Mesmo assim, foram aparecendo outros malucos, doidos, pirados e todas as esquizofrenias juntas. (mas nenhum joga bomba nos outros..rs)
O Osório embarcou logo. Entusiasmadamente! O Théo veio em seguida com aquele sorriso de quem descobrira algo espetacular...rss... Depois, chegou com a notícia que sua mulher, a Fabiana, autora de um livro de poemas, "Desobjetos," além de participar, tinha dado uma dica sobre um site que incentiva e organiza a circulação de livros no mundo inteiro. O link: www.bookcrossing.com . Fui lá conhecer a novidade e gostei muito. Juntamos as coisas. A doação de poemas e o bookcrossing.
Eu, então, mandei imprimir cinco exemplares do meu "Fast Food, Solidão, Televisão, " juntei dois do "..planeta kabonga, " o Théo trouxe dois do seu "Poemas para serem encenados, " a Fabiana mandou dois do seu "Desobjetos" e o Osório entregou dez do "A história de Dabu - o antigo sábio chinês que foi o avesso de Buda" -- um livro de humor meio filosófico...rs
Aí começou a minha enrolação e dores. Bem no meio da empolgação uma cólica renal daquelas que eu pensei estar livre por muitos anos. Tinha ficado ainda um caco de pedra, após uma litrotripsia que fiz e quase me mataram! (claro que tou exagerando, mas não foi legal... rss) Enfim, as dores passaram.
O Osório vivia no meu pé cobrando nossa ida ao metrô. Bom, colei os dizeres de doação dos livros (poemas) e quando confirmei que podíamos ir, ele me avisou que estaria viajando para Brasília por algumas semanas. Cobinamos, então, que eu deveria ir sozinho a campo desta vez. Aí eu fui, fui, fui e acabei fondo! rs
Hoje. Horário do almoço. Livros nas sacolas. Larguei um no caixa eletrônico do Bradesco na Av. Paulista. Outro naquele espaço cultural ali da Cásper Líbero e peguei o metrô Trianon no rumo Ana Rosa e de lá, rumo Jabaquara. E fui deixando os livros nos assentos.
Numa das estações entrou um rapaz com um violão fazendo aqueles números em troca de dinheiro. Música sertaneja. Cantava bem. Afinado. "hoje a jiripoca vai piar, vai..." A indiferença era gritante no vagão. As pessoas vivem assustadas hoje em dia. Incomodadas. Puxei um livro e dei pra ele. Agradeceu com uma frase lacônica: __obrigado. Gosto de livros. -- não me pareceu muito sincero. Acho que preferiria moedas. Talvez sua objetividade fosse fruto da pressa e do medo da segurança do metrô. Ele olhava para os lados, assustado. Saí do vagão. Larguei outro livro nos bancos da estação. Estava na São Judas. Peguei o trajeto de volta. Outro livro no assento. Vou saindo e um senhor me avisa que esqueci o exemplar. Sorri pra ele e agradeci dizendo que era pra ficar mesmo. Ele retribuiu o sorriso sem entender o que se passava.
Por fim... (digo, "Por continuar," que outros dias e poemas virão) já no metrô Brigadeiro entreguei para um garoto, acompanhado, talvez, da mãe e avó, um livro extra que tinha incluido: "O Boto Raimundo - Defensor da Mata e Herói do Mundo." Falei pra ele:__tome pra vc ler em casa! -- Eles sorriram. Subi as escadas... e voltei ao trabalho.
Gostei! Essa brincadeira é boa!!!Vou continuar!!! Vamos????? É só pegar um livro antigo de poemas desses que vc esqueceu na estante ou em gavetas empoeiradas. Vamos dar voz aos nossos poetas esquecidos!!

quem quiser participar leia as orientações no post abaixo



vejam o texto de apresentação do Bookcrossing

"O que é BookCrossing?

É uma Biblioteca Mundial. É uma rede social inteligente e ativa. É uma celebração da literatura e um lugar onde livros ganham uma nova vida. BookCrossing é o ato de dar a um livro uma identidade única e, conforme o livro é passado de leitor a leitor, ele pode ser rastreado e assim unir seus leitores. Existem atualmente 962.950 BookCrossers e 8.211.011 livros viajando por 132 países. Nossa comunidade está transformando o mundo e tocando vidas de livro em livro.




Qual a nossa missão?

Muito simples, visamos conectar pessoas através de livros."



7 de set. de 2011

Como doar poemas ao mundo
Doar poemas aqui significa colocar em circulação.
Tornar acessível ao cotidiano das pessoas.


Leitores
Escolha uma das formas abaixo. Mande com dedicatória ou anonimamente. Peça que a corrente não seja quebrada e que os textos sejam passados de mãos em mãos, sempre.
  1. Se você quer doar algum livro de poemas que já tem em sua casa, não demore. Imprima o texto padrão, em azul lá em baixo, que também está em meu livro, cole na folha de rosto da obra e a deixe no metrô, no ônibus ou entregue a alguma pessoa. Os poemas de Fernando Pessoa, Cecília Meireles,  Mário Quintana, Drumond, Leminski, Clarice Lispector, Caetano Veloso, Castro Alves, Thiago de Mello, Chico Buarque, Ferreira Gullar, Manuel Bandeira, Menotti Del Pichia  e tantos outros poetas (aposte nos novos e desconhecidos, também) não merecem ficar esquecidos em estantes empoeiradas.
Autores
Inclua na impressão do seu livro o texto de doação e facilite a circulação dos seus textos disponibilizando livremente na internet. Se possível, também, reduza ao máximo seus direitos autorais. Veja como estou fazendo:



clique na capa para leitura on line grátis



O meu livro “Fast Food, Solidão, Televisão” está disponível para leitura gratuita em vários sites da internet. Apenas a versão para e-riders e a impressa sob demanda têm custos. Os poemas podem ser impressos individualmente e distribuidos, enviados por e-mail ou mesmo publicados livremente.
Veja as alternativas para doar os poemas do livro:



1. Imprima o poema e entregue às pessoas;
2. Envie pela internet da seguinte forma: 
- se poemas dispersos, utilize este blog e o menu abaixo dos poemas
- se quiser doar o livro virtualmente, envie o seguinte link para leitura grátis:
http://www.bookess.com/read/9043-fast-food-solidao-televisao/
3. Se quiser doar em e-book (pdf) custará  apenas 1,99 e o link é o seguinte:
4. Se quiser doar o livro impresso da forma tradicional, utilize os links abaixo de edição sob demanda:
Nesse caso há custo conforme a opção, e você receberá o exemplar em papel no seu endereço (reduzi meus direitos autorais de R$ 8,00 para R$1,00 por exemplar. Os demais custos são da editora sob demanda) Depois coloque seu nome no lugar reservado para o doador do livro e passe a obra adiante.


Texto a ser impresso e colado nas obras
(no caso do meu livro, já vem impresso na folha de rosto)
Atenção!
Este livro não
está perdido!


Este exemplar é uma doação à livre circulação de poemas e deve estar sempre passando de mãos em mãos. Após a leitura entregue-o para conhecidos, desconhecidos, parentes, amigos ou deixe-o nos bancos de ônibus, metrô, canoa, barco, lombo de burro, pau de arara etc ...



Doação feita por:



Nome:________________________________



e-mail:________________________________



(dados não obrigatórios)



Se você quiser ser um doador de poemas ou contar como foi a leitura deste livro faça isso vendo maiores informações no blog: http://fastfoodsolidao.blogspot.com/
Registro no BookCrossing.com




"Registrei este livro no BookCrossing.com para poder rastrear sua jornada pelo mundo. Por favor, visite o site www.BookCrossing.com e digite este número BCID:



________ – ______________________ para eu saber que você o encontrou. Depois leia e/ou passe adiante, assim outra pessoa poderá apreciá-lo. Obrigado!"




Doe poemas ao mundo!
Se você tiver blog ou página na internet, que fale sobre a ação de doação de poemas, substitua o endereço do meu blog acima, pelo seu.





Por continuando..rs eu estava implementando a ideia da doação de poemas, quando o Théo me falou do site BookCrossing.com. Juntei o útil ao agradável. O trabalho desse site é fantástico. Visitem, conheçam e participem!

19 de ago. de 2011


Guararema


(para Gika)




Cidade ao acaso
Guararema
para nós é um poema
dos mais belos


Encontramo-la um dia
deitada sob o sol
entre o Rio Paraíba
e as montanhas


Maria Florência, devoção
arraial da escada
pau d'alho
pedra montada
estrada de ferro
cavalgada


Cidade ao vento
Guararema
para nós é um dilema
dos mais sérios


Queremos ter
seu perfume de orquídeas
seu luar de lua amiga
sua gente
gentileza desmedida


Mas tão perto a metrópole
é quem nos tem
trabalho, trânsito, sofreguidão
e Guararema, esse poema
é canto de libertação
que acalenta nossos sonhos
e nossa imaginação



pág. 42 do livro Fast Food, Solidão, Televisão

15 de ago. de 2011


pOEMA CrimiNOSO




matar juíza é bom
matar juiz é negócio
a gente manda eles para o cemitério
e continua mandando no pedaço


e se vierem nos pegar
tem sempre um corrupto na polícia
se não tiver
tem no judiciário
se não tiver
o executivo tá cheio
assim como o parlamento
além do que
advogado safado
tem muito aqui do nosso lado


matar a Dra Patrícia foi bom
matar magistrado é negócio
a gente mandou ela para o cemitério
e intimidou a sociedade
mas se a gente der azar
azar, muito azar mesmo
e quem nos pegar não for corrupto
e quem nos julgar não vender sentenças
seremos condenados
para penas de alguns anos


e na cadeia vamos continuar
organizando nossos crimes
rindo da cara dos otários
que tentam fazer justiça


logo teremos liberdade
liberdade provisória
se não for provisória será comprada
se não for comprada
será baseada no código penal


e para todo mundo vamos dizer
atirando para cima
com armas privativas
de bandidos, da polícia e das forças armadas


matar a Dra. Patrícia foi genial
matar magistrado é sensacional
a gente mandou ela para o cemitério
e esse monte de babaca
fica discutindo o que fazer
são frouxos, alguns covardes
outros são nossos comparsas
e a maioria, incompetentes


10 de ago. de 2011

Doar poemas ao mundo


Agora tenho um blog. Não é o primeiro que publico, mas é o atual. Estou motivado porque escrevi um livro de poemas. Também não é o primeiro, mas é o único de poemas. Claro que não sou escritor, nem poeta! Sou apenas um mamífero ao qual deram nome, carteira de identidade, ensinaram a ler, escrever e a quem disseram ter que trabalhar para se sustentar. Escritores são aqueles ou aquelas "caras" que vivem para escrever. Eu vivo para viver mesmo! E gosto de rabiscar palavras ao vento, ao tempo... Tento. Sou apenas um autor como todos são. É só ver o noticiário. Até bandido é autor. Autor de crimes, é claro. Outras pessoas são autoras de novelas, outras são de ideias diversas, outras de ordens idiotas e as crianças são autoras de traquinagens e “artes” de muitos tipos.

Pois é. Atualmente estou sendo autor de um blog, de um livro e de uma ideia abandonada, que precisava de alguém para adotá-la. Doar poemas ao mundo é o nome dela! Estava num beco escuro, maltrapilha e suja, vendo quieta e assustada a busca da felicidade das pessoas num consumismo desenfreado. Para alegrar e motivar essa ideia, que tem rosto inocente e olhos sinceros, comecei doando alguns exemplares do meu livro à livre circulação de poemas e estou procurando lá em casa outras obras do gênero, esquecidas na pequena estante. Mas não quero ficar sozinho nessa de dar voz e pernas aos nossos poetas esquecidos. Assim, se alguém tiver livros do tipo, abandonados, e quiser doá-los ao mundo, leia as orientações abaixo. Se quiser participar da ação nas ruas de São Paulo, conjuntamente comigo e alguns amigos (o Osório já confirmou), entre em contato. Agora, se você é uma pessoa próxima e preferir que eu entregue às outras suas doações poéticas, prepare o livro com o texto padrão (vai colocar a mão no grude pelo menos, né?) e me traga, que passaremos a obra para as mãos das pessoas que encontraremos nas ruas, esquinas, ou deixaremos nos ônibus e metrô da cidade.

8 de ago. de 2011



Além de roupas novas
cargos garbosos
e conta no banco
deveríamos ter almas


Nem precisaríamos de nomes

5 de ago. de 2011




Escrever poemas é



um dos absurdos




do nosso tempo







Outros absurdos


Cantar no local de trabalho,

que no banheiro não dá mais tempo;

cumprimentar as pessoas na rua;

sorrir para dizer bom dia;

incomodar-se ao ver crianças


abandonadas nos sinais;

gritar contra a corrupção;

ser honesto por convicção;

querer mudar o mundo;

sonhar com a paz;

amar incondicionalmente até

os mendigos da praça;

trocar carros por bicicletas;

não ser consumidor padrão;

querer o sol amornando a pele

sem medo de câncer de pele...

Palavra de editora
(acredite se quiser)

Poesia não vende
morreu
danou-se
poetou-se
poemou-se
cabou-se




Detesto

a ousadia

dos maus

e odeio

a covardia

dos bons