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7 de abr. de 2011

Aos teus pés em oração


Sou um mendigo
querendo teu coração como esmola
Um carcereiro antigo
querendo teu coração na cela
Sou um leão feroz
perseguindo teu coração
Um passarinho pequenino
vendo teu coração voar

O amor sou eu ao teu lado
querendo teus sonhos
como um filme apaixonado
por mim estrelado
Querendo teu corpo
como um espaço
que eu possa dançar
e até descansar
Querendo teus lábios
como guardanapo
Teus passos atentos
sempre no meu rumo
e o teu coração
como minha refeição

Sou um poeta esquisito
querendo teu coração como rima
Sou um bêbado na rua
querendo teu coração como lua
Sou um homem sem fé
aos teus pés em oração
Um homenzinho pequenino
fazendo um "Deus" teu coração

O amor não bate bem da cabeça

O amor tem vida própria
Ele invade corações num piscar de olhos
e às vezes vai embora como chegou
sem avisar

Mas primeiro faz o que bem quer
Desarruma a cama, o quarto, a sala
come pão no sofá
e faz o coração trabalhar
que nem locomotiva

É um sujeito complicado, o amor
Possessivo
insolente
é triste, ás vezes

Uma hora é mansidão
noutra furacão
Uma hora é ternura
noutra agressão
Uma hora é eterno
noutra é fugaz
Uma hora é amor
noutra é terror

Na verdade
o amor é estranho
Ele não bate bem da cabeça

Morro do espia



Subi o morro
quase que morro
me deu saudade
do meu lugar
do meu cavalo
Olha só de quem eu fui lembrar!

Subi o morro
beijei a flor
tinha esquecido
do seu sabor
que é tão doce
que é tão doce como teu amor


5 de abr. de 2011


A faca é o instrumento
você é a arma
A faca é o instrumento que corta o pão
você é arma insolente que fere minha alma

A faca é o instrumento que corta a carne

você é arma que fere o meu coração